sexta-feira, 10 de julho de 2009

Férias registradas II

O tempo passa... Como seriam as coisas e as pessoas se o tempo parasse? Como nos comportaríamos? Haveria movimento? Seríamos eternamente jovens?

Ao encontrar alguns amigos e pessoas aqui em Santarém, percebi o quanto o tempo não pára... O quanto eu mudei e o quanto as pessoas mudaram. Algumas ficaram mais bonitas, outras cresceram bastante, outras se comportam de forma diferente.

Por vezes sinto vontade que tudo estivesse, até certo ponto, como eu havia deixado quando saí daqui: que meus sobrinhos não crescessem que meus pais e avós não envelhecessem e que muitos amigos e conhecidos não partissem sem me dar adeus.

Pode parecer saudosismo... De fato o é, penso que na dose certa, pois tudo que é demais causa malefício. No entanto, não deixa de ser interessante e surpreendente ver as coisas e pessoas mudarem.

O reencontro é uma coisa muito boa e faz um bem sem tamanho a alma. O reencontro com amigos me traz sensações das mais diversas ao passo que fazemos memória ao que vivenciamos juntos. As mais diversas situações, sendo que as cômicas ganham destaque, visto que é sempre bom lembrar o que foi bom!


Viver longe de Santarém, da minha família e amigos tem me ensinado que preciso me acostumar com a dinâmica do tempo. Que pessoas desaparecem sem a possibilidade de dizer adeus, que surgem pessoas novas ou até mesmo ressurgem pessoas que faziam parte do convívio há certo tempo... Quando falo de ressurgir, me refiro ao fato de mudarem tão profundamente ao ponto de serem “novas” em tudo o que fazem. Cito o exemplo de uma amiga que ontem reencontrei. Ela estava com uma aparência tão boa, com um ânimo invejável, com uma alegria sem igual... Ela contou-me o que havia acontecido com ela, das mudanças e ficou gravado em minha memória o fato dela dizer que: “até os 25 anos viveu para a família, dos 25 aos 50 anos viveu para o casamento e agora dos 50 anos em diante já separada, viverá para si”. Não estou aqui demonstrando apoio ao divórcio ou coisa do tipo, mas se ela conseguiu dar seu grito de independência e o fez na hora que achou melhor, fico feliz por ela. O nosso grito de liberdade precisa ser manifestado no tempo em que percebermos que já estamos em condição de caminharmos sem apoio e dependência.

O tempo passa, as coisas e as pessoas mudam... E isso é bom! Aprender com as mudanças é sempre muito bom. Crescer é maravilhoso!! Mudar então é parte indispensável do processo de transformação de cada ser humano.


Deixo para fechar essa reflexão as fotos exclusivas de apresentação particular da minha pequena bailarina em potencial Julia Patrícia Araújo. Aí está o exemplo vivo de que as coisas e as pessoas

mudam, crescem e fazem coisas tão singelas e lindas que nos deixam bem pelo simples fato de existirem.

2 comentários:

Mensageiro Ed disse...

Ae irmão, legal saber que tem esse espaço aqui já vou registrar nos favoritos

Marcos Paulo disse...

Valeu Ed!

Abração! Comente sempre que quiser.